Num período inicial da minha actividade descobri o fascínio pela mancha naturalmente verde, orgânica e muitas vezes de carácter minimal. Penso que tal, faz parte da absoluta necessidade, consciente ou não,  que o incrível ser humano tem pelo contacto com o meio natural e com a natureza. Vivo num meio urbano que considero árido e talvez por isso eu tenha criado um interesse permanente e por vezes um pouco obsessivo pelo verde e pela mancha verde. Era assim quando realizava estes trabalhos no princípio do século e continua a ser. Já antes talvez o tivesse sido quando pintava manchas minimais a óleo, de cores orgânicas que faziam lembrar pequenos Rotkos a quem os conhecia. (ver catálogo de pinturas do AT.RE e linkar obras e fazer texto) Acompanhada desta espécie de obcessão cromática vêm outras sensações e reflexões. Casos de recolhimento pelos estímulos visuais, sonoros, olfativos, emocionais etc. que nos são dados pelo o bem estar de estar num ambiente natural. Coisas burguesas. Coisas do o homem comum e urbano, para quem penso que este estar é um elo fundamental que deve ser venerado e respeitado. Podemos experimentar na horta, no jardim, num parque urbano ou no meio rural. E daí vêm muitos outros pensamentos e ideias relativas a aspectos de sociedade e subsistencia. (colocar o link da página do Trabalho de Campo e do Labor Lavor) (colocar link dos Jardins no Furo) 

Cromoterapias