O prazer de fazer

Vou tentar fugir ao aspecto nostálgico e excessivamente autobiográfico que aqui me arrisco, mas não garanto. É uma tentativa e uma consciência autocrítica.
Sem mitificar os dois espaços iniciais da minha formação que fisicamente coabitavam, o Atelier Livre AT.RE com o professor Pedro Morais e a Escola António Arroio, as múltiplas possibilidades criativas que essa vivência em ambos os espaços me despertou foram intensas e marcantes.
O significado do fazer que aprendi no Atelier, foi para mim fundamental. Aí descobri a ideia, algo abstracta na altura, do fazer por fazer que concretizei mais tarde no Ar.Co.
Essas duas experiências criaram um espaço que ao não ser preenchido fica sempre vazio.
Essa intensidade e uma certa espécie de prazer doloroso, alimenta um entrelaçado de trabalho entre o realizado e o idealizado, o desfeito e o refeito, o conseguido e o falhado, e sempre assim em loop, quando se faz.